segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Povo chorão

Brasileiro chora o tempo todo. Ganhando ou perdendo, alegre ou triste, lá está um brasileiro chorando. E aí a comoção é geral.
As olimpíadas são o palco perfeito para os chorões do Brasil. Se ganha um ouro, chora de emoção e felicidade. Se perde uma medalha, chora de tristeza e decepção.
Justificam o choro da vitória porque somos um povo sofredor que conseguiu vencer na vida. Mas os corredores africanos também são, assim como os atiradores chineses e boxeadores cubanos. E eles não choram.
Quando perdemos desabamos por causa da decepção, de ter treinado tanta ponto de merecer o vil metal pendurado no pescoço. Mas garanto que os colombianos, mexicanos, nigerianos, israelenses, indianos, etc., também treinaram duro por 4 anos e mereciam um lugar no pódio.
O que esse choro geral representa ao país? Acho que é apenas mais uma evidência da nossa fraqueza, da nossa alienação no mundo do esporte e, por fim, incompetência para lidar com momentos de fortes emoções.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Responsabilidade social na internet

Por que as pessoas se interessam por sites que mostram o dia a dia dos “famosos”?
Qual a graça em saber que fulaninho foi a praia, que sicraninha cortou o cabelo, que beltrano foi ao show?
Isso é cúmulo da futilidade, da falta do que fazer.
Se eu tivesse disponibilidade teria um site que mostrasse as boas ações que pessoas comuns fazem nas suas cidades.
Seria um site nacional, subdividido pelas principais cidades do país. Em cada um dessas cidades mostraria o que suas personalidades populares fazem para melhorar a qualidade de vida e reduzir as desigualdades locais.
A exemplo da história de Dona Maria, em Salvador, que há 5 anos sacrifica seus fins de semana para bater na porta das casas de ricos pedindo doação de brinquedos deixados de lado pelos filhos da classe alta. Ou do grupo de amigos do bela Vista, São Paulo, que todo ano montam um QG para receber doações de agasalhos que vão amenizar o inverno de pessoas que moram nas ruas.

Olimpíadas e Política na China

Todas as obras civis em Pequim estão paradas desde o dia 20/7, para que a poluição diminua. Os trabalhadores estão sem receber e, pior, tiveram que arrumar suas coisas. A polícia forçou todos eles a deixarem as cidades e partirem para o campo até que os jogos olímpicos terminem.
Muitos não para onde ir nem o que comer. Assim a China mostra a sua verdadeira cara.
Acho que muita coisa ainda vai ser revelada nesses próximos 45 dias em que todos os olhos do mundo estarão voltados ao oriente.
Será a chance de a China aprender um pouco sobre direitos humanos e democracia. Mas também terá o risco de o Comitê Olímpico Internacional se arrepender profundamente de permitir uma olimpíada num país em desenvolvimento. Um fracasso na organização dos jogos ou escândalos políticos poderão prejudicar as candidaturas de países em desenvolvimento para as próximas olimpíadas.

brinquedos que geram mais violência

Praticar atos de violência com armas de brinquedo é tanto crime quanto se fosse com uma de verdade. Todavia, não sei se fabricar armas de brinquedo, daquelas iguaizinhas às de verdade, também é crime. Se não for, deveria.
Não é um absurdo permitir a fabricação de brinquedos que, além de nada educar, não divertem mais do que aquelas pistolas que atiram água ou dardos de borracha.
Armas de brinquedo que se parecem com as de verdade só servem para aumentar a violência; quantos roubos já não foram praticados com esses brinquedos? Pior, quantas pessoas já morreram ao reagir a um assalto pensando que a arma fosse de brinquedo?
Se eu tivesse tempo e determinação entrava com uma ação contra essas fábricas!

desembuchaaa

Até agora o Congresso não se manifestou sobre essa nova operação da PF (Satiagraha), como sói praxe ocorrer. Será que tem alguém lá com o rabo preso??
Se essa operação for até o fim e se esse Daniel resolver abrir o bico, estaremos diante da maior quebra de paradigma da história desse nosso país corrupto.

dia a dia

Esse fim de semana o churrasco com carne de boi pirata, apreendidos na amazônia, na Granja do Torto foi cancelado, pois o churrasqueiro não apareceu. Ele foi pego numa blitz policial, porque o bafômetro acusou excesso de álcool na gasolina adulterada em seu carro.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lei seca

Antes dessa lei que alterou o código brasileiro de trânsito, quando havia uma pequena tolerância no consumo de álcool combinado com direção, os órgãos fiscalizadores reclamavam da escassez de recursos humanos e materiais para fiscalizar e pegar os motoristas bêbados.
Agora que a tolerância é zero, apareceram bafômetros, apareceram agentes, estão pegando motoristas bêbados e semi-sóbrios.
Porque é que nunca se tentou uma fiscalizção dura nas ruas e estradas? Porque é que somente quando a multa chegou perto dos R$1.000,00 + perda da CNH por um ano + prisão em flagrante para o consumo além de 0,3 decigramas de álcool no sangue, os órgãos passaram a ser operantes e eficientes?
Há um certo exagero nessa nova lei, que pune quem nunca foi preocupação para a segurança do trânsito: aquele motorista de sai e toma um ou dois chopps - sim, essas pessoas existem. Esse tipo de motorista nunca foi ameaça para a segurança.
Não precisamos de lei seca; a que tínhamos era suficiente. Faltava apenas uma fiscalização rígida!